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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Síndrome de Asperger

 

Depoimento de dois portadores da Síndrome de Asperger que só descobriram o diagnóstico na adolescência.

 

Sobre a Síndrome de Asperger no fantástico

Síndrome de Asperger

hansasp1.jpgHans Asperger (pronuncia-se ásperguer) nasceu em 18 de Fevereiro de 1906 em uma fazenda nos arredores de Viena. Ele era o mais velho de dois irmãos. Ainda muito novo, mostrou talentos especiais com a linguagem e, nos primeiros anos de escola, era conhecido por recitar o poeta austríaco Franz Grillparzer.

Tinha dificuldade em fazer amigos e era considerado "distante" mas, na juventude, nos anos 1920, formou amizades que duraram por toda a sua vida. Formou-se em Medicina em 1931 e assumiu a direção da estação ludo-pedagógica na clínica infantil da universidade em Viena, em 1932. Casou-se em 1935 e teve cinco filhos. Desde 1934 esteve envolvido com a clínica psiquiátrica, em Leipzig.

       Hans Asperger

Asperger publicou a primeira definição da síndrome, em 1944, em um artigo sob o título "psicopatia autista, uma desordem de personalidade. Ele identificou um padrão de comportamento e habilidades peculiares, principalmente em meninos. O padrão incluía: "falta de empatia, capacidade reduzida para relacionamentos sociais e conversas, comportamento solitário, profunda ligação com interesses especiais e movimentos desajeitados."

Asperger chamou os seus pacientes de “pequenos professores" em virtude do vasto conhecimento em assuntos de seu interesse.

A Síndrome de Asperger

Alguns pesquisadores acreditam que Sindrome de Asperger seja a mesma coisa que autismo de alto funcionamento, isto é, com inteligência preservada. Outros acreditam que no autismo de alto funcionamento há atraso na aquisição da fala, e na Síndrome de Asperger, não.
Por um lado, para algumas pessoas dizer, que alguém é portador de Síndrome de Asperger parece mais leve e menos grave do que ser portador de autismo, mesmo que de alto funcionamento – embora isto seja provavelmente uma ilusão.

A Síndrome de Asperger é um distúrbio do espectro do autismo, que só foi reconhecido em 1984. Por esse motivo, as pessoas que desenvolveram a doença antes desta data, eram vistas como esquizofrênicas, depressivas ou doentes mentais. Na sequência é apresentada a cronologia do reconhecimento da Síndrome de Asperger:

  • Foi reconhecida como patologia e denominada Síndrome de Asperger em 1981

  • Em 1994, foi incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID.10), pela OMS

  • Está classificada sob o registro número F84.5 – Síndrome de Asperger

 

Síndrome de Asperger – CID-10

Um transtorno de validade nosológica incerta, caracterizado pelo mesmo tipo de anormalidades qualitativas de interação social recíproca que tipifica o autismo, junto com um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. O transtorno difere do autismo primariamente por não haver nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou de linguagem. A maioria dos indivíduos é de inteligência global normal, mas é comum que seja marcadamente desajeitada; a condição ocorre predominantemente em meninos (em uma proporção de cerca de oito garotos para uma menina). Parece altamente provável que pelo menos alguns casos representem variedades leves de autismo, mas é incerto se é assim para todos. Há uma forte tendência para que as anormalidades persistam na adolescência e na vida adulta e parece que elas representam características individuais que não são grandemente afetadas por influências ambientais. Episódios psicóticos ocasionalmente ocorrem no início da vida adulta.

Diretrizes Diagnósticas: O diagnóstico é baseado na combinação de uma falta de qualquer atraso global clinicamente significativo no desenvolvimento da linguagem ou cognitivo, como com o autismo, a presença de deficiências qualitativas na interação social recíproca e padrões de comportamento, interesses e atividades restritos, repetitivos e estereotipados. Poe haver ou não problemas de comunicação similares àqueles associados ao autismo, mas um retardo significativo de linguagem excluiria o diagnóstico.

Inclui:

  • psicopatia autista
  • transtorno esquizóide da infância

Exclui:

  • transtorno de personalidade anancástica (F.60.5)
  • transtorno de vinculação na infância (F.94.1;F94.2)
  • transtorno obsessivo-compulsivo (F42.__)
  • transtorno esquizotípico (F21)
  • esquizofrenia simples.

c) Síndrome de Asperger - DSM-IV

Características Diagnósticas: As características essenciais do Transtorno de Asperger são um prejuízo severo e persistente na interação social (Critério A) e o desenvolvimento de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades (Critério B) (Consultar p. 66, em Transtorno Autista, para uma discussão acerca dos Critérios A e B). A perturbação deve causar prejuízo clinicamente significativo nas áreas social, ocupacional ou outras áreas importantes de funcionamento (Critério C). Contrastando com o Transtorno Autista, não existem atrasos clinicamente significativos na linguagem (isto é, palavras isoladas são usadas aos 2 anos, frases comunicativas são usadas aos 3 anos) (Critério D). Além disso, não existem atrasos clinicamente significativos no desenvolvimento cognitivo ou no desenvolvimento de habilidades de auto-ajuda apropriadas à idade, comportamento adaptativo (outro que não na interação social) e curiosidade acerca do ambiente na infância (Critério E). O diagnóstico não é dado se são satisfeitos critérios para qualquer outro Transtorno Invasivo do Desenvolvimento específico ou para Esquizofrenia (Critério F).

Características e Transtornos Associados: O Transtorno de Asperger é observado, ocasionalmente, em associação com condições médicas gerais que devem ser codificadas no Eixo III. Vários sintomas ou sinais neurológicos inespecíficos podem ser observados. Os marcos motores podem apresentar atraso e uma falta de destreza motora em geral está presente.

Prevalência: As informações sobre a prevalência do Transtorno de Asperger são limitadas, mas ele parece ser mais comum no sexo masculino.

Curso: O Transtorno de Asperger parece ter um início mais tardio do que o Transtorno Autista, ou pelo menos parece ser identificado apenas mais tarde. Atrasos motores ou falta de destreza motora podem ser notados no período pré-escolar. As dificuldades na interação social podem tornar-se mais manifestas no contexto escolar. É durante este período que determinados interesses idiossincráticos ou circunscritos (por ex., fascinação com horários de trens) podem aparecer e ser reconhecidos como tais. Quando adultos, os indivíduos com a condição podem ter problemas com a empatia e modulação da interação social. Este transtorno aparentemente segue um curso contínuo e, na ampla maioria dos casos, a duração é vitalícia.

Padrão Familia: Embora os dados disponíveis sejam limitados, parece existir uma freqüência aumentada de Transtorno de Asperger entre os membros das famílias de indivíduos com o transtorno.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Identificando o autismo

 

Dois vídeos muito completos esclarecendo sobre autismo e os níveis, com imagens

Parte I fala sobre as características

 

A parte 2 fala sobre testes para identificar o autismo

Os diferentes graus de autismo - parte2. Vídeo-documentário da Fundação Filantrópica Veronica Bird (Veronica Bird Charitable Foundation).

Diagnóstico Precoce do autismo

 

Eis aqui um filme muito esclarecedor que deve ser visto por todas os pais e especialistas, pois trata da observação de bebês que dão sinais desde muito cedo e como é possível fazer uma intervenção precoce para remediar os sintomas do autismo.

Artes marciais para autismo?!

Pois é! Estudo recente da Universidade de Isfahan, no Irã, analisou os efeitos de 14 semanas de treinamento em técnicas de Kata sobre os comportamentos estereotipados de crianças com transtornos do espectro autista (ASD). O estudo incluiu 30 crianças com ASD com idades entre 5 a 16 anos. A amostra foi dividida em dois grupos, havendo um grupo realizado os exercícios (n = 15) e um grupo controle de não-exercício (n = 15).

Os participantes do grupo de exercícios recebeu instruções sobre as técnicas de Kata quatro vezes por semana durante 14 semanas (56 sessões). As estereotipias foram avaliadas no início (pré-intervenção), na semana 14 (pós-intervenção), e após um mês de acompanhamento nos dois grupos.

Os resultados mostraram que o treinamento em técnicas de Kata reduziu significativamente as estereotipias no grupo de exercícios. Após a participação no treinamento em técnicas de Kata, as estereotipias diminuíram em média 42,54% nos participantes. Curiosamente, após 30 dias sem realizar o treinamento, as estereotipias no grupo de exercício permaneceu reduzida significativamente em comparação com a época pré-intervenção. Os participantes do grupo controle não mostraram alterações significativas nas estereotipias.

Como sabemos, atividades físicas são importantes para todo mundo e as pessoas com autismo também se beneficiam disso. O site "Autismo na Rede" postou recentemente em seu blog um comentário sobre um estudo que demonstrou a eficácia dos chamados "Exergames" sobre as estereotipias do autismo. Agora sabemos que ensinar técnicas de artes marciais para crianças com ASD por um longo período de tempo pode diminuir de modo duradouro os seus comportamentos estereotipados. O que não sabemos é se há algo particular no treino em artes marciais que o torne superior a outras atividades. Além disso, a prática de atividade física não prescinde outras intervenções que objetivem melhorar as dificuldade sociocomunicativas das pessoas com autismo.

Referência:
Bahrami F, Movahedi A, Marandi SM, Abedi A. Kata techniques training consistently decreases stereotypy in children with autism spectrum disorder. Res Dev Disabil. 2012 Jul;33(4):1183-93. [Link]

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