"Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo." Confúcio

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

DISLEXIA será mesmo um presente?

Depoimento de um portador

 

 


Eu sempre quis ser diferente. Não queria ser assim como sou, ou pelo menos gostaria de ter ficado pequeno, criancinha, pois até aí eu podia ser alguém... e alguém mais feliz. Dislexia

Meu mundo era mágico, o sol brilhava em meu caminho e eu seguia confiante, ouvia todos dizerem “olha só como esse menino é inteligente, ele tem cada resposta!”
Eu tinha amigos, brincava, sentia o amor dos meus pais e até do meu irmão caçula e, quando não estávamos engalfinhados numa disputa qualquer, deixando minha mãe meio doida...
Era divertido, eu ensinava alguns truques para ele e via em seu olhar admiração pois eu era maior, mais forte e mais esperto.
Fui para a escola, eu adorava aquele lugar, gostava mesmo, eu me lembro... Eu tinha tantas coisas pra fazer, me sentia importante; meu irmão ficava em casa louco da vida, sabendo que eu estava me divertindo.
Eu achava um barato aprender as coisas, lembro que no carro com minha família eu me sentia tão importante porque ia lendo as propagandas que via pelo caminho - do meu jeito é claro, e até ensinava alguma coisa pro meu irmão. Bons tempos...
Minha letra não era boa, falavam. A professora dizia que eu tinha um pouco de dificuldades, mas que era normal, que eu ia melhorar, era uma questão de tempo, apenas. Sei lá, eu não achava nada. Só me divertia.
De repente, as coisas não estavam mais divertidas, tudo foi ficando muito mais complicado, parece que eu não era tão esperto assim! Eu não conseguia fazer as coisas direito, a professora pedia pra minha mãe me ajudar em casa, a gente bem que tentava, mas não dava muito certo.
Tudo foi piorando não sei como e nem por que, mas eu comecei a ter certo medo de ir à escola, pois às vezes meus próprios amigos riam de mim, mas eu não estava zoando, eu achava que tinha dado o meu melhor!!!!
Nessas alturas meu irmão já estava na mesma escola, dois anos atrás de mim. Eu já não era o bom, mas ainda era melhor que ele.
Quando fui pra a quinta série, comecei a sentir algo próximo do pavor, era um monte de livros, um entra e sai de professores que escreviam tanta coisa na lousa - devia ser pra me azarar, e eu quase nunca conseguia acompanhar, muito menos copiar.
O tempo foi passando e minha situação piorando cada vez mais. Olha a coisa era assim: quando eu conseguia me lembrar de fazer uma lição de casa, eu me esquecia de levá-la pra escola e tomava bronca. Se levava a lição eu fatalmente esquecia do material, ou levava os da aula errada e... tomava bronca!
Não conseguia prestar atenção na aula, sei lá eu não controlava a minha cabeça, ela vivia em tantos lugares... E confesso que em lugares mais interessantes que aquela chatura de aula, que eu não entendia nada mesmo!
Comecei a ser os três “D”: desligado, desleixado e desencanado da classe e pior, de minha casa. Eu tentava, gente, mas sei lá, tudo estava ficando cada vez mais complicado, eu já tinha professor particular, minha mãe e meu pai se revezavam pra me ajudar a estudar e acho que também se revezavam pra me dar broncas....
E eu... já não sabia o que eles queriam de mim, nem aqueles chatos dos professores que se uniam pra me perseguir. Comecei a sentir raiva, ou será que era impotência? Queria largar mão de tudo, mandar tudo pro inferno. Bicho, a escola era tudo que eu não queria! Eu só gostava do recreio, lá ainda era alguém, ainda tinha amigos e eu era forte, comecei a brigar quando me zoavam, aí comecei a frequentar a sala da diretora.
No começo todos falavam que eu era o bom de matemática, eu via o orgulho no olhar do meu pai, que dizia “esse menino puxou a mim.” Quanto tempo não vejo esse olhar...
E o pior é ver a angústia de minha mãe que sempre disfarçava, tentava achar desculpas pra mim e me defendia principalmente quando meu irmão chegava com aquele boletim, o desgraçado só ia bem!
E eu... só comecei a querer sumir...
Eu soube ali o que era inveja, eu soube o que era desejar muito que ele sumisse, não me envergonho de dizer.
A estas alturas eu já tinha repetido de ano e meus pais brigavam na escola pra não acontecer de novo, eu os escutava comentando que se eu repetisse outra vez, meu irmão ia me alcançar.
Se desse eu sumia da vida!
Um dia. Cansados de tentar “trocentos”professores particulares, na verdade eu que odiava escola, fazia duas: uma, aquela maldita que eu queria que uma bomba explodisse nela e outra à tarde com professores particulares, além do inglês, outro tormento “eu não sabia ler, nem escrever em português, quanto mais em outra língua, isso era demais!
Enfim meus pais descobriram que eu não era burro, não era vagabundo, nem irresponsável, não era que os três “D”ficaram resumidos a um?
Disléxico! Caracas, eu pensei na hora “será que é um alívio?” Fiquei pensando que tudo só mudou de nome. Senti uma mistura de alívio, com um quê de estranheza e mais medo.
E agora o que eu faço com isso, o que vai mudar? Eu já não acreditava em mais nada, só queria fugir de mim mesmo, dos olhares de raiva, de dó, de desânimo que via nas pessoas ao meu redor. Será que eu ainda tinha conserto? Isso é dislexia e ainda me dizem que é um presente, um dom?
Se é, não foi assim pra mim.
Mas sinto uma esperança nascendo, eu quero crescer... Quero sentir de novo aquele olhar de orgulho dos meus pais, quero disputar novamente com meu irmão, quero minha vida de volta.
Autora: Tânia Freitas

Fonte: http://www.abcdislexia.com.br/

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Entrevista com Hélio Magri autor do livro: Sou disléxico e daí?

Entrevista com Hélio Magri Filho concedida ao Bigmae.com,  que poderá esclarecer e orientar  mães, pais e educadores acerca do tema Dislexia:

 

1- O que é dislexia?

A definição oficial, aceita pela Associação Brasileira de Dislexia: Dislexia é  uma dificuldade de aprendizagem de origem neurológica. É caracterizada pela dificuldade com a fluência correta na leitura e por dificuldade na habilidade de decodificação e soletração. Essas dificuldades resultam tipicamente do déficit no componente fonológico da linguagem que é inesperado em relação a outras habilidades cognitivas consideradas na faixa etária.

Minha definição: Nosso cérebro, quando visto de cima, lembra duas metades de uma noz. Cada metade recebe o nome de hemisfério cerebral. Os hemisférios comunicam-se através de um feixe de fibras nervosas denominado CORPO CALOSO. A grande maioria das pessoas foi acostumada a pensar e agir de acordo com o paradigma cartesiano, baseado no raciocínio lógico, linear, sequencial, deixando de lado suas emoções, a intuição, a criatividade, a capacidade de ousar soluções diferentes. Utilizando mais o hemisfério esquerdo, considerado racional, deixamos de usufruir dos benefícios contidos no hemisfério direito, como a imaginação criativa, a serenidade, visão global, capacidade de síntese e facilidade de memorizar, dentre outros.  Eu costumo dizer que não tenho “atleticidade” cerebral suficiente para cruzar a “ponte” (corpo caloso) do hemisfério esquerdo para o direito, e vice versa, do meu cérebro. Tenho uma tendência maior em permanecer no lado direito, ou seja, mais no mundo da “lua”, comprometendo atenção, concentração e aprendizagem.

2- Conte-nos um pouco da sua experiência de vida como disléxico.

A vida com dislexia, discalculia (dificuldades com números), desatenção e outros “dis” me deixou sempre numa posição de questionamento, é como se eu tivesse que mentalizar todos meus movimentos, minhas ações e reações, antes de manifestá-los. Isso é desgastante, muito estressante, mas também enriquecedor. Sempre sentia que era diferente, não conseguia me inserir no cenário e questionava, interna e incessantemente minha postura. Isso para quem está tentando assimilar os caminhos do mundo é um peso extra que carregamos. Se não entendemos quem somos e como somos, como poderemos entender a vida como ela é? Como tudo na vida parece ter sempre um jeito, eu criava estratégias para lidar com números, evitava leituras em voz alta, alegava sempre algum mal estar súbito e outras tantas desculpas. E nessa introspecção eu fui descobrindo quem realmente sou… e daí escolhi manifestar isso todos os dias da minha vida.

 

3- O que foi mais difícil em sua infância?

O mais difícil na infância, e na vida adulta, são os rótulos. Entendo que as pessoas não têm a paciência suficiente, e nem o conhecimento necessário para entender que somos diferentes. A crueldade destes rótulos, mais a incapacidade de desempenhar tarefas consideradas normais para as outras crianças deixaram suas marcas na auto-estima. A frustração de uma criança que não consegue se ajustar é algo silencioso e pessoal. Uma batalha constante. Isso foi o mais difícil: Cada dia era uma luta para se inserir nos cenários e corresponder às expectativas da família, da escola e etc.

 

4- Como pode ser identificado precocemente que uma criança tem dislexia?

A dislexia pode ser identificada já nos primeiros anos escolares, sendo que a primeira condição para o diagnóstico é que a criança já  tenha sido alfabetizada e que a criança já tenha tido uma vivência com a leitura e escrita de, pelo menos, dois anos para que seja possível a caracterização das dificuldades disléxicas.

A dislexia necessita de um tratamento apropriado. Por não ser um problema que passa com o tempo, a dislexia merece atenção para não passar despercebida. É importante que o diagnóstico seja efetuado o quanto antes, assim, as crianças tratadas desde cedo, têm grandes chances de superar ou conviver melhor com os sintomas.

São vários os sinais que identificam a dislexia: Dificuldade com cálculos mentais, dificuldade em organizar tarefas, dificuldades com noções espaço- temporais, entre outras. Podemos observar também um desempenho inconstante com relação à aprendizagem da leitura e da escrita; Dificuldade com os sons das palavras e, consequentemente, com a soletração; Escrita incorreta, com trocas, omissões, junções e aglutinações de fonemas; Relutância para escrever; Confusão entre letras de formas vizinhas, como “moite” por “noite”, “espuerda” por “esquerda”; Confusão entre letras foneticamente semelhantes: “tinda” por “tinta”, “popre” por “pobre”, “gomida” por “comida”; Omissão de letras e/ou sílabas, como “entrando” por “encontrando”, “giado” por “guiado”, “BNDT” por “Benedito”; Adição de letras e/ou sílabas: “muimto” por “muito”, “fiaque” por “fique”, “aprendendendo” por “aprendendo”; União de uma ou mais palavras e/ou divisão inadequada de vocábulos: “Eraumaves um omem” por “Era uma vez um homem”, “a mi versario” por “aniversário”; Leitura e escrita em espelho; Existem ainda outros sinais importantes de dislexia na idade escolar: Lentidão na aprendizagem dos mecanismos da leitura e escrita; Trocas ortográficas, dependendo do tipo de dislexia; Problema para reconhecer rimas e alterações; Desatenção e dispersão; Desempenho escolar abaixo da média, em matérias específicas, que dependem da linguagem escrita; Melhores resultados nas avaliações orais, do que nas escritas; Dificuldade de coordenação motora fina (para desenhar, escrever e pintar) e grossa (é descoordenada); Dificuldade de copiar as lições do quadro, ou de um livro; Problema na lateralidade (confusão entre esquerda e direita, ginástica) Dificuldades de expressão: vocabulário pobre, frases curtas, estruturas simples, sentenças vagas; Dificuldades em manusear mapas e dicionários; Esquecimento de palavras; Problema de conduta: retração, timidez excessiva e depressão; Desinteresse ou negação da necessidade de ler; Leitura demorada, silabadas e com erros. Esquecimento de tudo o que lê; Salta linhas durante a leitura, acompanha a linha de leitura com o dedo; Dificuldade em matemática, desenho geométrico e em decorar sequências; Desnível entre o que ouve e o que lê. Aproveita o que ouve, mas não o que lê; Demora demasiado tempo na realização dos trabalhos de casa; Não gosta de ir à escola; Apresenta “picos de aprendizagem”. Em alguns dias parece assimilar e compreender os conteúdos e em outros, parece ter esquecido o que tinha aprendido anteriormente; Pode evidenciar capacidade acima da média em áreas como: desenho, pintura, música, teatro, esporte, etc;

Quando um aluno demonstra contínua dificuldade com os problemas acima, deverá  ser imediatamente encaminhado aos profissionais especializados, estes farão averiguações concretas. O diagnóstico deve sempre ser feito por uma equipe multidisciplinar composta de fonoaudiólogos, neuropsicólogos, psicólogos, e etc.

 

5- Como devem agir os pais ao perceber que o filho tem dislexia?

Tudo deve ser feito em PARCERIA com a escola. Constatado a dislexia, é fundamental que o professor esclareça em sala de aula quanto às dificuldades do colega, para que se mantenha um ambiente de respeito e consideração sem rejeições. Quero enfatizar a importância do acompanhamento dos pais com o disléxico, estes devem ser esclarecidos para que possam entender melhor as dificuldades que seu filho demonstra e ajudá-lo a contorná-las. A Associação Brasileira de Dislexia (ABD) através de seu site: www.dislexia.org.br disponibiliza ferramentas, apoio e recursos que os pais podem usar para lidar com o problema. Além de tudo isso, os pais devem encontrar uma escola que possa atender as necessidades do seu filho disléxico. As escolas devem oferecer adaptações do sistema escolar às necessidades do aluno disléxico, para que ele possa entrar em contato com experiências e informações, para a construção de sua aprendizagem. Não há uma escola perfeita, o fundamental então é selecionar uma escola que mais se adapte às prioridades da Criança, e acompanhar sistematicamente sua aprendizagem, contando com o auxílio de uma equipe multidisciplinar. A busca por uma escola é essencial, pois no Brasil, a maioria dos modelos de escola que conhecemos, públicas e particulares, geralmente não foram feitas para disléxicos. Um bom programa educacional para crianças disléxicas precisa estabelecer objetivos específicos de progresso para o ano letivo. É necessário dedicar muita atenção para que a dislexia seja superada; sendo assim, seja paciente com um aluno ou filho disléxico, e não deixe que ele sofra de baixa auto-estima. Incentive-o a buscar novas atividades e interesses, tais como esportes ou música, e sempre o recompense quando ele progredir em seus estudos.

 

6- Porque em pleno 2011, os educadores e as escolas ainda têm dificuldade em identificar a dislexia numa criança?

Eu tenho um sonho: O ideal seria que toda criança fosse testada para detectar se ela sofre de dislexia. Porém, o sistema educacional brasileiro é deficiente e há uma falta de recursos na maioria das escolas do País. Apesar das salas de aula estarem lotadas e apesar da falta de recursos para pesquisas, a dislexia precisa ser combatida. Muitos casos de dislexia passam despercebidos em nossas escolas por causa da falta de conhecimento dos educadores, dos pais e pelo próprio sistema de ensino que ignora as necessidades mais básicas de alfabetização. Eu morei no exterior por mais de vinte anos, e em minhas pesquisas descobri que em outros países a questão da dislexia, e de outros distúrbios de aprendizagem, está ligada aos assuntos de SAÚDE. Aqui no Brasil, insistimos que isso tudo é do ENSINO. Muitas vezes, crianças inteligentíssimas, mas que sofrem de dislexia, aparentam ser péssimos alunos; muitas dessas crianças se envergonham de suas dificuldades acadêmicas, abandonam a escola e se isolam de amigos e familiares. Muitos pais, ainda por falta de conhecimento, se envergonham de ter um filho disléxico e evitam tratar do problema. Isso é lamentável, pois crianças disléxicas que recebem um tratamento apropriado podem não apenas superar essa dificuldade, mas até utilizá-la como benefício para se sobressair pessoal e profissionalmente.

Não é  suficiente incluir uma criança disléxica em sala de aula, precisamos, antes de tudo, de professores e coordenadores capacitados em dislexia para atender com eficiência as necessidades que estas crianças apresentam. A abrangência da inclusão escolar é muito ampla. Uma educação para todos precisa valorizar a diversidade em todos os sentidos, dinamizando e enriquecendo as relações e interações, despertando nos alunos o desejo de conhecer e conviver com grupos diferentes do seu. A escola é um lugar privilegiado de encontro com o outro, onde o respeito às diferenças deve prevalecer. Fica aqui um desafio para os professores: VOCÊ, COMO EDUCADOR, É CAPAZ DE ENSINAR DE ACORDO COM A NECESSIDADE DA CRIANÇA, OU ACHA QUE A CRIANÇA DEVE APRENDER DE ACORDO COM O SEU MÉTODO DE ENSINO?

 

7- Qual caminho os pais devem seguir ao constatar que o filho tem dislexia?

Além do que já falamos anteriormente quero acrescentar ainda que, assim como qualquer criança, os disléxicos necessitam do apoio dos pais.  Não só para a satisfação das suas necessidades imediatas e físicas, mas também para ajudar na criação de mecanismos para superar suas dificuldades.

Usar exercícios criativos que envolvam a memória, tais como recitar poemas infantis em conjunto, ler poemas, utilizar mímica, teatro, falar de imagens, utilizar a ação, os jogos de tabuleiro, e cantar músicas, podem ser muito úteis.

Estas são algumas dicas/estratégias que também poderão ser importantes:

* Incentivar a prática de exercício físico, em que se promova o atirar, capturar, chutar bolas, saltar e treinar o equilíbrio;
* Incentivar a prática de atividades lúdicas e artísticas, como dança, pintura ou outra que a criança se sinta inclinada;
* Incentivar o gosto pela leitura,  usando a linguagem dos livros — as imagens, as palavras e as letras — para perceber que os livros podem ser analisados, lidos e desfrutados;
* Mostrar como segurar um livro, de que forma ele abre, onde começa a história, onde é o topo da página e que direção segue o texto, apreciar as imagens;
* Promover o aspecto cultural: visitar museus, assitir peças de teatro ou musicais, conhecer outras cidades, etc
* Ajudar a criança disléxica a aprender a seguir instruções,  por exemplo, “por favor pegue no lápis e coloque-o na caixa”, e fazer gradativamente sequências mais longas, por exemplo, “ir à prateleira, encontrar a caixa vermelha, trazê-la para mim”.

Incentive sempre a criança disléxica a repetir a instrução antes de  realizar a tarefa desejada.

 

8- Existe alguma metodologia de ensino específica para crianças disléxicas?

O professor, quando preocupado com o desempenho e o progresso de um aluno, deve consultar os pais e a própria escola a fim de obter maiores informações sobre a vida escolar do aluno. Se a preocupação e os sinais persistirem, o professor deve sugerir, juntamente com o psicólogo da escola, um acompanhamento clínico especializado. Desta forma, tornará sua ajuda muito valiosa, já que não é o professor que fará as terapias e tratamento necessários, mas tem o dever de identificar e posteriormente dedicar-se de maneira especial ao aluno disléxico em sala de aula, resgatando também, sua autoconfiança.

O professor de um aluno disléxico deve rever suas estratégias metodológicas e descobrir habilidades nestes alunos, para que eles possam descobrir-se, conhecer-se e possivelmente destacar-se em outras áreas, pois se os disléxicos fracassarem no período escolar, significa que não fracassaram sozinhos: a escola, desde o gestor até o professor, também fracassou.

Não há  um só tratamento, ou intervenção escolar, que seja adequado a todas as pessoas. Contudo, a maioria dos tratamentos e intervenções enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e fluência na leitura. Esses tratamentos e intervenções ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e, por fim, frases. É aconselhável que a criança disléxica leia em voz alta com um adulto para que ele possa corrigi-la. É importante saber que ajudar disléxicos a melhorar sua leitura é muito trabalhoso e exige muita atenção e repetição. Mas um bom tratamento e intervenção adequados, certamente rendem bons resultados. Alguns estudos sugerem que quando administrados ainda cedo na vida escolar de uma criança, podem amenizar e até mesmo corrigir as falhas nas conexões cerebrais.

 

9- O que fazer para facilitar a vida de uma criança disléxica?

Crianças precisam de amor… Uma criança disléxica precisa de muito amor e da conscientização, pelos pais e professores de três regras básicas: Nunca julgue; Nunca critique e Nunca condene!

Se os pais e professores sabem que a dislexia persiste, apesar da boa escolaridade. É necessário que estejam cientes de que um alto número de crianças sofre de dislexia. Se você julgar, certamente confundirá dislexia com preguiça ou má disciplina. E, se critica, certamente verá que as crianças disléxicas expressam sua frustração por meio de mal-comportamento, dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar, sem condenar, os sinais que indicam que uma criança é disléxica – e não preguiçosa, pouco inteligente ou mal-comportada.

 

10- Para finalizar deixe-nos as suas considerações finais sobre o tema ‘Dislexia’ que julgar importante ser esclarecido.

Nunca é  tarde demais para ensinar disléxicos a ler e a processar informações com mais eficiência. Entretanto, diferente da fala – que qualquer criança acaba adquirindo – a leitura precisa ser ensinada. Utilizando métodos adequados de tratamento e com muita atenção e carinho, a dislexia pode ser derrotada. Crianças disléxicas que receberam tratamento desde cedo apresentam uma menor dificuldade ao aprender a ler. Isso evita com que a criança se atrase na escola ou passe a detestar estudar.

O primeiro sinal de possível dislexia pode ser detectado quando a criança, apesar de estudar numa boa escola, tem grande dificuldade em assimilar o que é ensinado pelo professor. Crianças cujo desenvolvimento educacional é retardatário podem ser bastante inteligentes, mas sofrer de dislexia. O melhor procedimento a ser adotado é permitir que profissionais qualificados examinem a criança para averiguar se ela é disléxica. A dislexia não é o único distúrbio que inibe o aprendizado, mas é o mais comum.

São muitos os sinais que identificam a dislexia. Crianças disléxicas tendem a confundir letras com grande freqüência. Entretanto, esse indicativo não é totalmente confiável, pois muitas crianças, inclusive não-disléxicas, freqüentemente confundem as letras do alfabeto e as escrevem de lado ou ao contrário. No Jardim de Infância, crianças disléxicas demonstram dificuldade ao tentar rimar palavras e reconhecer letras e fonemas. Na primeira série, elas não conseguem ler palavras curtas e simples, têm dificuldade em identificar fonemas e reclamam que ler é muito difícil. Da segunda à quinta série, crianças disléxicas têm dificuldade em soletrar, ler em voz alta e memorizar palavras; elas também freqüentemente confundem palavras. Esses são apenas alguns dos muitos sinais que identificam que uma criança sofre de dislexia.

Um último esclarecimento: A dislexia é tão comum em meninos quanto em meninas.

Fonte: http://www.bigmae.com/o-que-e-dislexia-entrevista-com-helio-magri-filho/

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Stanislas Dehaene : “A neurociência deve ir para a sala de aula”

O cientista condena o construtivismo como método de alfabetização e diz como os estudos com cérebro podem ajudar disléxicos a ler

Publicado na revista Época

Uma das tarefas comuns da ciência é desvendar a complexidade por trás de atividades aparentemente simples. O matemático e neurocientista francês Stanislas Dehaene dedica-se a decifrar as mudanças cerebrais causadas pelo ato de ler. Para ele, a leitura moldou o cérebro humano e preparou-o para assimilar habilidades impossíveis de ser aprendidas por iletrados. Em seu livro Os neurônios da leitura (Editora Penso, R$ 71), ele afirma que o conhecimento do impacto da leitura no cérebro pode melhorar métodos de alfabetização para crianças e dá exemplos de como esse conhecimento tem auxiliado pessoas com dislexia. E mais: Dehaene diz que a pedagogia do construtivismo, altamente disseminada no Brasil, pode ser ineficaz para o ensino da leitura.

NEURÔNIOS  EM ATIVIDADE O neurocientista  Stanislas Dehaene em  congresso na França.  Há 20 anos, ele estuda  o impacto dos números  e das letras no cérebro  (Foto: divulgação)NEURÔNIOS EM ATIVIDADE


O neurocientista Stanislas Dehaene em congresso na França. Há 20 anos, ele estuda o impacto dos números e das letras no cérebro (Foto: divulgação)

ÉPOCA – O que suas pesquisas sobre o impacto da leitura no cérebro revelaram?
Stanislas Dehaene – Constatamos que nosso cérebro aprendeu a ler a partir de uma reciclagem dos neurônios. Isso quer dizer que neurônios usados na leitura antes eram empregados em outro tipo de tarefa. Nosso cérebro de primata não teve tempo de amadurecer para aprender a ler. A leitura só foi possível porque conseguimos adaptar os símbolos a formas já conhecidas há milhares de anos. Diferentemente do que disse John Locke, nossa cabeça não é uma página em branco pronta para aprender qualquer tipo de coisa. Esse é um exemplo de como a cultura se adaptou às possibilidades de nossa mente. Concluímos que a leitura despertou em nosso cérebro a capacidade de perceber diferenças sutis e aumentou nossa capacidade de memorizar informações. É interessante observar que o cérebro mobiliza a mesma área para a leitura de qualquer idioma. O processamento da leitura do chinês ou do hebraico, da direita para a esquerda, acontece na mesma região que decodifica o inglês, o francês e o português.

ÉPOCA – O senhor disse que a leitura usou uma parte do cérebro antes destinada a outras funções. Que funções eram essas e o que aconteceu com elas?
Dehaene –
Antes de aprendermos a ler, usávamos essa parte do cérebro para reconhecer formas de objetos e de rostos. Se você escanear o cérebro de pessoas que não leem e comparar com as alfabetizadas, a identificação de rostos para as iletradas mobiliza uma parte maior do cérebro que a mesma função nas alfabetizadas. Existe certa competição de competências na mesma região do cérebro. É como se ele tivesse de abrir espaço para a leitura.

ÉPOCA – Isso quer dizer, nesse exemplo, que o cérebro letrado passou a usar um número menor de neurônios para a mesma função? Isso tem impacto na qualidade da função?
Dehaene –
Não temos provas científicas de que ocorra perda de competência. Um mesmo neurônio pode ter um número desconhecido de sinapses, de acordo com o estímulo do ambiente. Mas essa é uma suposição lógica. Afinal, temos de dividir um mesmo número de neurônios em várias atividades. Nosso grupo de pesquisas na Amazônia mostrou que o cérebro de pessoas que não leem tem habilidades relacionadas à noção espacial e de matemática muito avançadas. Não temos dados científicos que provem que eles sejam melhores nessas tarefas porque não leem. Mas essa é uma possibilidade.

ÉPOCA – De que forma suas descobertas podem auxiliar no processo de educação?
Dehaene –
Verificamos, por meio de várias experiências, que o método mais eficaz de alfabetização é o que cha-mamos fônico. Ele parte do ensino das letras e da correspondência fonética de cada uma delas. Nossos estudos mostraram que a criança alfabetizada por esse método aprende a ler de forma mais rápida e eficiente. Os métodos de ensino que seguem o conceito de educação global, por outro lado, mostraram-se ineficazes. (No método global, a criança deve, primeiro, aprender o significado da palavra e, numa próxima etapa, os símbolos que a compõem.)

Jogos simples de leitura, de rimas e de troca de sons podem ajudar crianças com dislexia a ler

ÉPOCA – No Brasil, o construtivismo, que segue as premissas do método global para a alfabetização, é amplamente disseminado. Por que os sistemas que seguem o método global são ineficazes?
Dehaene –
Verificamos em pesquisa com pessoas de diferentes idiomas que o aprendizado da linguagem se dá a partir da identificação da letra e do som correspondente. No português, a criança aprende primeiro a combinação de consoantes e vogais. A próxima etapa é entender a combinação entre duas consoantes e uma vogal, como o “vra” de palavra. Essa composição de formas, do menor para o maior, é feita no lado esquerdo do cérebro. Quando se usam metodologias para a alfabetização que seguem o método global, no qual a criança primeiro aprende o sentido da palavra, sem necessariamente conhecer os símbolos, o lado direito é ativado. Mas a deco-dificação dos símbolos terá de chegar ao lado esquerdo para que a leitura seja concluída. É um processo mais demorado, que segue na via contrária ao funcionamento do cérebro. Num certo sentido, podemos dizer que esse método ensina o lado errado primeiro. As crianças que aprendem a ler processando primeiro o lado esquerdo do cérebro estabelecem relações imediatas entre letras e seus sons, leem com mais facilidade e entendem mais rapidamente o significado do que estão lendo. Crianças com dislexia que começam a treinar o lado esquerdo do cérebro têm muito mais chances de superar a dificuldade no aprendizado da leitura.

ÉPOCA – É possível quantificar esse atraso de leitura que o senhor menciona?
Dehaene –
Quanto mais próxima for a correspondência da letra com o som, mais fácil para um indivíduo automatizar a ação de ler. Português e italiano são idiomas muito transparentes, pois cada letra corresponde a um som. Inglês e francês são línguas em que a correspondência de sons pode variar bastante. Pesquisas mostram que, ao ter aulas regulares, todos os dias, na escola, a criança leva dois anos a mais para dominar o inglês que para dominar o italiano.

ÉPOCA – É possível identificar diferenças no cérebro de quem consegue ler palavras e frases, mas tem dificuldade na interpretação de textos (no Brasil, eles são conhecidos como analfabetos funcionais) em relação a alguém que lê e interpreta o conteúdo com fluência?
Dehaene –
Não identificamos isso em pesquisa de imagens. Mas a dificuldade que algumas pessoas têm de interpre-tar o que leem ocorre basicamente porque elas ainda não automatizaram a decodificação das palavras. Decodificar pede esforço para quem não tem essa função bem desenvolvida. Isso mobiliza completamente a atenção e os es-forços de quem está lendo, a ponto de não conseguir se concentrar na mensagem. A solução para melhorar a in-terpretação de texto é automatizar a leitura. Por isso, é importante que crianças pequenas leiam de forma regular até que isso se torne uma rotina. As crianças começam a interpretar textos com eficiência depois que a leitura se torna um processo automatizado.

ÉPOCA – Aprender a ler partituras tem o mesmo efeito para o cérebro que ler palavras?
Dehaene –
As áreas do cérebro usadas para ler letras não são exatamente as mesmas usadas para decodificar mú-sica. Não há muitos estudos sobre a parte cerebral usada no aprendizado de música. Mas há diversas pesquisas sobre o efeito da música na vida das crianças. Crianças que aprendem música desenvolvem habilidades escolares avançadas, especialmente no domínio da leitura. Elas têm mais facilidade para se concentrar. Aprender música aumenta os níveis de inteligência (Q.I.). Aprender música é uma forma excelente de desenvolver o cérebro, espe-cialmente o de crianças.

ÉPOCA – Pessoas com dislexia leem de forma diferente ou apenas mais devagar?
Dehaene –
Pessoas com dislexia tendem a ter problemas com a conexão entre letra e som. É muito difícil para elas entender essa ligação. Em parte, porque não podem distinguir muito bem as diferenças dos sons da língua. Elas têm problemas com fonologia. Não com o som de letras como a, b, c e d. Mas com o som da linguagem, como dã, bã e pã. Há diferentes tipos de dislexia. Há pessoas que têm dificuldade em enxergar as letras em determinados lugares da palavra ou em visualizar símbolos específicos. O que os disléxicos têm em comum é a dificuldade em criar o mapa dos símbolos e dos sons.

ÉPOCA – Sua pesquisa pode ajudá-los de alguma forma?
Dehaene –
Antes não era óbvio que a maioria dos disléxicos tinha problemas com os sons da linguagem. Agora que sabemos disso, começamos a trabalhar com jogos de reabilitação com ótimos resultados. É possível ajudar as crianças com dislexia com jogos de leitura, de rimas ou brincadeiras de mudar sílabas. Pode-se brincar de trocar o som de “bra” de Brasil por “dra” ou “pra”. Vimos que brincadeiras orais fáceis têm facilitado o aprendizado.

ÉPOCA – Que resultados esse tipo de exercício já produziu?
Dehaene –
Constatamos com exames de imagem que partes do cérebro não usadas em pessoas com dislexia passam a ser exercitadas com esse tipo de atividade. Isso as ajuda a perceber os sons da linguagem, o que é muito importante para o aprendizado da leitura. Para surtir resultados, é importante aplicar esses jogos todos os dias, de forma intensiva.

ÉPOCA – Se o cérebro dos disléxicos é organizado de forma diferente, isso sugere que eles possam ter outras habilidades que alguém sem a dislexia não tem?
Dehaene –
Essa é uma questão interessante. Assim como há a possibilidade de perdermos algumas habilidades quando aprendemos a ler, existe a possibilidade de o cérebro disléxico ter facilidade com algumas áreas. Ainda faltam pesquisas para podermos constatar isso. Mas estudos sugerem que o senso de simetria do disléxico pode ser mais desenvolvido, e isso ajuda em matemática. Sabemos que há muitos disléxicos que podem ser bons em matemática. Estudos sugerem que eles podem enxergar padrões sofisticados com mais facilidade.

ÉPOCA – Pode haver gênios em matemática que não sabem ler?
Dehaene –
Isso é algo muito, muito raro. Pode haver pessoas iletradas muito boas em cálculos. Mas elas não serão gênios em matemática sem ler. Para avançar em matemática, a pessoa precisa entender diferenças sutis num nível muito sofisticado. É justamente a percepção dessas diferenças sutis que a leitura ativa no cérebro. Ler é uma habilidade extraordinária que pode transformar o cérebro e prepará-lo para outros níveis de aprendizado. Não dá para ir muito longe sem leitura.

domingo, 19 de agosto de 2012

DISLÉXICOS TÊM CHANCE NO VESTIBULAR?

 

Entre as características dos disléxicos podemos citar a lentificação do processamento de informações, principalmente relacionadas à leitura, escrita e interpretação de textos.

Isto se dá devido ao processo de leitura utilizado pelo disléxico, que ativa áreas do cérebro não especializadas para esta função, fazendo a ...tarefa ser um processo de decodificação não automatizado, o que leva à lentificação da resposta e ao cansaço excessivo relatado por alunos com dificuldades de aprendizagem em tarefas de leitura e escrita, principalmente as mais demoradas como, por exemplo, as provas de vestibular.

Sendo assim como proceder em relação ao processo de seleção utilizado pelas faculdades e universidades?

Já existe um consenso entre as principais instituições de ensino do Brasil de que se deve dar ao disléxico condições diferenciadas por ocasião do vestibular. E quais são estas condições?

A principal delas é um maior tempo para a realização da prova (cerca de uma hora e trinta minutos a mais).

Esta condição é fundamental se levarmos em conta a diferença apresentada pelos disléxicos em relação à velocidade de trabalho (na leitura e escrita).

Além disso, é oferecido ao disléxico o direito de ter um ledor à sua disposição. Este ledor, de preferência uma pessoa que tenha bom conhecimento do distúrbio, realiza a leitura da prova para o aluno e este, com este recurso, processa a informação mais rapidamente e registra sua resposta. O ledor não interfere nesta escolha.

Este assistente de prova pode ainda revisar as anotações na folha de resposta, pois como no quadro da dislexia existe uma dificuldade de atenção, o aluno poderia marcar a resposta certa no caderno e transcrever de forma errada para a folha de respostas (que é a que realmente conta para a apuração). O assistente faria então a conferência da transcrição. Vale lembrar que além da dislexia é frequente coexistir o quadro de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade , tornando ainda mais necessária essa revisão da folha de respostas.

O ledor pode ainda ser auxiliar na redação (um dos maiores obstáculos para o disléxico numa prova de vestibular). Umas das formas de auxiliar neste momento é o aluno elaborar a redação e ditar para o ledor escrever. A nota ponderada também pode ter critério diferenciado.

Há universidades que disponibilizam ainda o uso de calculadoras. Vamos explicar...
Uma vez que os disléxicos encontram dificuldade em decorar, são mais lentos em realizar operações matemáticas, pois fazem o roteiro completo das tabuadas para cada conta que fazem (o que, é claro, leva muito mais tempo). E ainda existe a questão da interpretação do enunciado, que pode levar tempo (lembre-se que o texto precisa ser decodificado).

Essas condutas diferenciadas não colocam os disléxicos em melhores condições do que os demais alunos ao acesso à universidade, mas os colocam em condições de igualdade, considerando suas (dos disléxicos) necessidades diferenciadas para expressarem os conhecimentos adquiridos.

Pode-se observar que estas condições e possibilidades têm feito muita diferença em relação à autoestima das pessoas com dificuldades de aprendizagem, colocando-os aptos a galgarem posições que de outra forma talvez não pudessem alcançar.

O valor do profissional disléxico já tem despertado o interesse inclusive de grandes empresas que também estão oferecendo estas mesmas condições diferenciadas aos disléxicos que participarem de concurso público para ingresso nos quadros de funcionários.

A ABD – Associação Brasileira de Dislexia tem profissionais capacitados que têm exercido esta função de ledor ou assistente nas provas de vestibular e concurso público ou orientado as instituições de ensino e empresas interessadas.

É importante citar que estas condições diferenciadas devem ser solicitadas pelos interessados por ocasião de inscrição para o vestibular ou concurso público, além de apresentarem laudo conclusivo constando o diagnóstico de dislexia realizado por equipe multidisciplinar especializada.

Por:Maria Inez Ocanã De Luca, Psicóloga - Pós-graduada em Aprendizagem com foco em saúde
Mestre em Psicologia da Saúde, Especializada em Neuropsicologia
inez.deluca@dislexia.org.br

Fonte: http://www.dislexia.org.br/material/artigos/artigo034.htm

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Jogo para disléxicos e para alfabetizandos

De Simaia Sampaio

IMG00688Criei este jogo para trabalhar com crianças com dislexia, autistas e outros que não tem motivação para aprender a ler.

1 tabuleiro feito no word e impresso em papel grosso e plastificado com início e final.

2 pinos que poderão ser aproveitados de outro jogo.

1 dado contendo somente os números 1,2 e 3, que poderá ser feito, se não tiver.

Fichas de palavras feitas no word: palavras com ch, palavras com qu / gu, palavras monossilábicas com, sem, nem, por, com, da, não, sim, em, sem etc. identificar a dificuldade da criança e fazer as fichas. Poderá fazer com frases também.

Joga o dado e desvira a palavra para ler. Se acertar a leitura, anda a quantidade que tirou no dado. Uma vez de cada.

Poderá valer figurinha ou adesivo como prêmio.

Espero que gostem, as crianças gostam muito da diversão.

Simaia.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

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