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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Neurociência na Educação

Por SIMAIA SAMPAIO – Psicopedagoga Clínica e especialista em Neuropsicologia da Aprendizagem.

 

1. Porque, há algum tempo atrás, as escolas passaram a criticar a memorização tentando aboli-la da sala de aula?

Este equívoco se iniciou quando as escolas passaram a utilizar o construtivismo como teoria norteadora do processo de aprendizagem. Entretanto, a adesão ao construtivismo trouxe muita confusão a respeito de sua prática e a memorização foi confundida com decoreba e marginalizada.

Obviamente que o construtivismo trouxe muitos ganhos para o cérebro das crianças, pois se baseia em fazer relação entre o conteúdo e o contexto em que vive, levando em conta suas experiências, tornando esta aprendizagem significativa e armazenada na memória de longo prazo.

2. Porque é importante que o professor tenha noção do funcionamentodo cérebro?

O cérebro trabalha e funciona melhor quando a informação tem significado para o aluno, por isso é importante que o professor tenha um conhecimento prévio do que seu aluno já sabe para que perceba se o que irá expor fará sentido para o aluno. O cérebro capta, analisa e transforma estímulos em conhecimento, portanto uma aula criativa, com estímulos é sinônimo de maior retenção de informações na memória.

3. Porque é importante levar em conta o conhecimento prévio do aluno?

As informações que chegam são apenas dados que circulam pelo córtex cerebral passando por um tipo de seleção para serem arquivados ou descartados. Quando encontra sentido na informação é porque quem a recebe consegue fazer relação com uma informação pré-existente, transformando dados em aprendizagem.

4. O que acontece se não temos estas informações prévias armazenadas na memória?

Neste caso a aprendizagem pode ser mais lenta, mas ainda assim pode acontecer. O aluno precisará ter maior contato com este conteúdo e o professor poderá facilitar este processo abordando o conteúdo de diferentes maneiras, principalmente usando os órgãos dos sentidos para sensibilizar a aprendizagem. Cada pessoa possui uma modalidade de aprendizagem. Alguns aprendem melhor com estímulos visuais, outros auditivos, outros táteis/sinestésicos, portanto um mesmo conteúdo poderá ser abordado de diferentes maneiras.

O cérebro aprende melhor por associações e se o professor facilitar este processo como, por exemplo, utilizando pistas mnemônicas a memorização ocorrerá facilitando o armazenamento de conteúdos.

 

5. O cérebro consegue se lembrar de todas as informações a que é exposto ou é normal que isto não aconteça?

Não e nem poderia. O cérebro consegue armazenar as informações mais relevantes e importantes, aquelas menos importantes não são armazenadas para que o cérebro não fique sobrecarregado e disponha de mais espaço para novas informações. É natural que os detalhes sejam descartados, mas podem ficar armazenados no inconsciente que poderá ser resgatado em um determinado momento sem que a pessoa precise fazer esforço. Se um determinado momento for vivenciado por forte emoção os detalhes podem ser guardados e lembrados por muito tempo, como a roupa que a pessoa usava quando deu o primeiro beijo, ou o perfume etc.

É isto que está faltando nas aulas para que se tornem mais significativas para os alunos, serem recheadas de emoção e significado.

6. Como as informações chegam ao cérebro?

As informações são captadas pelos órgãos do sentido visão, audição, paladas, olfato e tato que provocam impulsos elétricos e reações químicas em lobos diferentes. Após captar a informação estas são fragmentadas, classificadas e hierarquizadas e depois passam pelo hipocampo (que fica sob os dois hemisférios) para serem espalhadas pelo córtex (superfície do cérebro).

7. Como se pode definir memória?

Memória é um conjunto de procedimentos que nos permite compreender e interagir com o mundo, levando em conta o contexto e as experiências individuais vividas pelo indivíduo.

8. Cite alguns tipos de memória.

Quanto à duração:

a. Memória de curto prazo – é usada para reter uma informação de forma rápida e depois descartada, como um número de telefone, tempo suficiente para efetuarmos a ligação, depois descartamos e eliminamos da memória porque não precisaremos mais dela.

b. Memória de longo prazo – também chamada de referencial tem a função de arquivar e consolidar as informações podendo durar, horas, meses e décadas, que são as chamadas memórias remotas como as memórias de infância. Para que esta informação tenha durado tanto tempo os estímulos recebidos geraram novas sinapses, consolidando a informação.

Quanto ao conteúdo:

a. Memória declarativa:

a.1. Episódica, pois guarda fatos, episódios, acontecimentos, ou seja, as experiências vividas por cada pessoa. Normalmente é gravada por ter tipo alguma emoção, algo significativo.

a.2. Semântica – guarda os conhecimentos gerais, do mundo externo, como significado das palavras e conceitos.

b. Memória não declarativa

b.1. Memória de procedimentos – composta pelas habilidades motoras opu sensoriais .

9. Qual a importância da memória de trabalho?

Memória de trabalho ou ativa - Este tipo de memória é importante para gerenciar a informação, percebendo a utilidade da informação e se ela deve ser descartada ou armazenada. No exemplo do telefone, se for um telefone importante somente naquele momento o cérebro não terá interesse em armazená-la, ficando na memória de curto prazo e descartada logo depois, entretanto se for um telefone que precise ser gravado, pois precisaremos ligar para ele várias vezes, como o da nossa casa por exemplo, ela passará para a memória de longo prazo, porque é uma informação importante que precisamos guardar.

10. Que estratégias o professor poderá utilizar para ajudar seu aluno a reter a informação?

- Criar conexões entre os novos conteúdos e os conhecimentos já existentes nos alunos;

- Estimular todos os órgãos dos sentidos para que o cérebro possa captar estímulos de diferentes maneiras como sons, imagens, gráficos, dramatização, músicas, piadas, etc.

- Não ficar tão preso ao texto e utilizar outros recursos como desenhos, gráficos, tabelas.

SIMAIA SAMPAIO – Psicopedagoga Clínica e especialista em Neuropsicologia da Aprendizagem.

Sugestão de Leitura:

Neuropsicologia e Educação – Autor Roberte Metring – Editora WAK.

Vendas: http://www.wakeditora.com.br/mostrar_livro/mostrar_livro.php?livro=5928

domingo, 19 de agosto de 2012

NEUROAPRENDIZAGEM UMA PEDAGOGIA INOVADORA

Artigo de Roberte Metring na revista Psique.

Uma vez que abundam, atualmente, informações a respeito da formação do sistema nervoso, em particular sobre o cérebro, e que, ainda assim, estamos pouco mais que engatinhando no aproveitamento dessas informações para as práticas pedagógicas e educacionais, é licito perguntar de que adianta saber disso tudo para as questões voltadas ao ensino? De que adiantam a neurociência e as pesquisas mais avançadas nos mostrarem como funcionamos, como aprendemos, o que o cérebro é capaz de fazer em determinada fase do desenvolvimento se não saímos da teoria para a prática, ou seja, se não utilizamos a academia para evoluir nos processos educacionais práticos?

Outra questão fundamental: é possivel que um professor, ou qualquer outra pessoa envolvida com as questões do binônio ensino-aprendizagem, possa fazer uso das informações trazidas pela Neuropsicologia (um ramo das Neurociências) sem passar por alguma especialização ou formação específica?

A resposta é simples ….

Assim ele abre a matéria publicada na revista PSIQUE Ciência & Vida nº 80, desse mês de Agosto/12, na sessão DOSSIÊ: NEUROAPRENDIZAGEM UMA PEDAGOGIA INOVADORA, às páginas 44-50. A revista já está nas bancas, e vale à pena a leitura

domingo, 5 de agosto de 2012

Hiperatividade – tratamentos alternativos

 

O QUE É A HIPERATIVIDADE?

A hiperatividade, denominada na medicina de desordem do déficit de atenção, pode afetar crianças, adolescentes e até mesmo alguns adultos. Os sintomas variam de brandos a graves e podem incluir problemas de linguagem, memória e habilidades motoras. Embora a criança hiperativa tenha muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento. Os professores e pais da criança hiperativa devem saber lidar com a falta de atenção, impulsividade, instabilidade emocional e hiperativa incontrolável da criança.

O comportamento hiperativo pode estar relacionado a uma perda da visão ou audição, a um problema de comunicação, como a incapacidade de processar adequadamente os símbolos e idéias que surgem, estresse emocional, convulsões ou distúrbios do sono. Também pode estar relacionado a paralisia cerebral, intoxicação por chumbo, abuso de álcool ou drogas na gravidez, reação a certos medicamentos ou alimentos e complicações de parto, como privação de oxigênio ou traumas durante o nascimento. Esses problemas devem ser descartados como causa do comportamento antes de tratar a hiperatividade da criança.

O verdadeiro comportamento hiperativo interfere na vida familiar, escolar e social da criança. As crianças hiperativas têm dificuldade em prestar atenção e aprender. Como são incapazes de filtrar estímulos, são facilmente distraídas. Essas crianças podem falar muito, alto demais e em momentos inoportunos. As crianças hiperativas estão sempre em movimento, sempre fazendo algo e são incapazes de ficar quietas. São impulsivas. Não param para olhar ou ouvir. Devido à sua energia, curiosidade e necessidade de explorar surpreendentes e aparentemente infinitas, são propensas a se machucar e a quebrar e danificar coisas. As crianças hiperativas toleram pouco as frustrações. Elas discutem com os pais, professores, adultos e amigos. Fazem birras e seu humor flutua rapidamente. Essas crianças também tendem a ser muito agarradas às pessoas. Precisam de muita atenção e tranqüilização. É importante para os pais perceberem que as crianças hiperativas entenderam as regras, instruções e expectativas sociais. O problema é que elas têm dificuldade em obedecê-las. Esses comportamentos são acidentais e não propositais.

Para a criança hiperativa e sua família, uma ida a um parque de diversão ou supermercado pode ser desastrosa. Há simplesmente muita coisa acontecendo - muito estímulo ao mesmo tempo. Devido à sua incapacidade de concentrar-se e ao constante bombardeamento de estímulos, a criança hiperativa pode ficar estressada.
A criança hiperativa pode ter muitos problemas. Apesar da "dificuldade de aprendizado", essa criança é geralmente muito inteligente. Sabe que determinados comportamentos não são aceitáveis. Mas, apesar do desejo de agradar e de ser educada e contida, a criança hiperativa não consegue se controlar. Pode ser frustrada, desanimada e envergonhada. Ela sabe que é inteligente, mas não consegue desacelerar o sistema nervoso, a ponto de utilizar o potencial mental necessário para concluir uma tarefa.

A criança hiperativa muitas vezes se sente isolada e segregada dos colegas, mas não entende por que é tão diferente. Fica perturbada com suas próprias incapacidades. Sem conseguir concluir as tarefas normais de uma criança na escola, no playground ou em casa, a criança hiperativa pode sofrer de estresse, tristeza e baixa auto-estima.

Um especialista em comportamento infantil pode ajudá-lo a distinguir entre a criança normalmente ativa e enérgica e a criança realmente hiperativa. As crianças até mesmo as menores podem correr, brincar e agitar-se felizes durante horas sem cochilar, dormir ou demonstrar qualquer cansaço. Para garantir que a criança realmente hiperativa seja tratada adequadamente - e evitar o tratamento inadequado de uma criança normalmente ativa - é importante que seu filho receba um diagnóstico preciso.

Durante a primeira ou a segunda consulta médica, a criança hiperativa pode ser comportar de forma quieta e educada. Sabendo o que é esperado, pode se transformar em uma criança "modelo". Esteja preparado para descrever, de forma precisa e objetiva, o comportamento do seu filho em casa e nas atividades sociais. Se seu filho está encontrando dificuldade na escola, peça ao professor que converse com o médico ou envie-lhe um relatório por escrito. Pode ser preciso várias consultas antes que o comportamento hiperativo torne-se aparente. Não se preocupe. Um especialista em crianças, geralmente, pode realizar um diagnóstico preciso.

Ao tratar da criança hiperativa, sua meta é ajudá-la a fazer o melhor possível, em casa, na escola, e com os amigos. Lembre-se sempre de que seu filho está lutando com todas as forças para superar uma deficiência do sistema nervoso. Explique, se preciso for, mas não se sinta envergonhado ou culpado quando seu filho não se comportar bem.

Os pais da criança hiperativa merecem muita consideração. É preciso muita paciência - e vigor - para amar e apoiar a criança hiperativa em todos os desafios e frustrações inerentes à doença. Os pais da criança hiperativa estão sempre preocupados e atentos, sempre "em alerta". Conseqüentemente, é fácil sentirem-se cansados, abatidos e frustrados, às vezes. É de importância vital para os pais da criança hiperativa serem bons consigo mesmos, descansar quando apropriado, além de buscar e aceitar o apoio para eles e para o filho.

TRATAMENTO CONVENCIONAL

Antes de qualquer tratamento, um exame físico deve se feito para descartar outras causas para o comportamento do seu filho, tais como infecção crônica do ouvido médio, sinusite, problemas visuais ou auditivos ou outros problemas neurológicos.

O metilfenidato é o medicamento mais comumente receitado para hiperatividade. É um estimulante que tem efeito paradoxal de acalmar o sistema nervoso e aumentar a capacidade da criança hiperativa de prestar atenção. Contudo, não deixe de verificar com seu médico antes de parar de dar esse medicamento a seu filho.

A tioridazina é um tranqüilizante ao qual se pode recorrer se a criança for extremamente agressiva e, nesse caso, apenas nas situações mais difíceis.
Na maioria das circunstâncias, o medicamento para a hiperatividade pode ser interrompido durante o verão e retomado quando as aulas começarem novamente, após as férias. Essa conduta pode limitar alguns dos efeitos colaterais prolongados desses medicamentos. Após um verão sem medicamento, talvez seja útil deixar que seu filho freqüente as primeiras semanas de aula sem qualquer medicação. Considere esse período como um teste para determinar se seu filho pode passar sem o medicamento. (Converse sempre com seu médico antes de descontinuar qualquer tratamento, durante qualquer período de tempo).

DIRETRIZES ALIMENTARES

Antes de experimentar qualquer tratamento comece eliminando o açúcar refinado e os aditivos da dieta do seu filho. Leia os rótulos cuidadosamente e elimine alimentos processados que contenham corantes, flavorizantes, adoçantes e conservantes, relacionados comumente como benzoatos, nitratos e sulfitos. Os aditivos de alimentos comuns também incluem silicato de cálcio, BHT, BHA, peróxido de benzoíla. emulsificantes, espessantes, estabilizantes, gomas vegetais e amido.

Os salicilatos muitas vezes têm implicação na hiperatividade. É mais difícil eliminá-los da dieta; ocorrem naturalmente além de serem usados como aditivos. Uma série de frutas e hortaliças conhecidas contêm salicilatos, inclusive amêndoa, maçã, damasco, banana, cereja, uva, limão, melão, nectarina, laranja, pêssego, ameixa, ameixa-seca, passa, framboesa, pepino, ervilha, pimentão-verde, pimenta-malagueta, picles e tomate.

Segundo um estudo citado no periódico Pediatrics, mais de 50% das crianças hiperativas demonstraram menos problemas comportamentais e tiveram menos problemas de sono quando seguiram uma dieta restrita. A dieta ideal não continha aditivos artificiais e químicos, chocolate, glutamato monossódico, conservantes e cafeína.

SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS

Um suplemento líquido de cálcio e magnésio é calmante para o sistema nervoso. Após ter eliminado os conservantes e o açúcar da dieta do seu filho, dê-lhe esse suplemento. As crianças de cinco a sete anos devem tomar uma colher de chá, uma vez ao dia. Crianças com mais de dez anos devem tomar uma colher de sopa, uma ou duas vezes a dia. Siga esse regime durante dois meses, depois diminua a dose para cinco dias por semana durante três meses. Em seguida, pare de dar o suplemento.

A colina aparentemente melhora a memória e a atenção de algumas crianças. Se seu filho tiver quatorze anos ou mais, experimente dar-lhe 500 miligramas por dia durante um mês.
Um suplemento líquido do complexo B é muito importante para crianças hiperativas. Ajuda a relaxar o sistema nervoso estressado e melhorar o funcionamento mental e a concentração. Siga as orientações sobre dosagem indicadas na bula e dê a dose recomendada durante dois meses. Depois, diminua a dose para cinco dias por semana durante três meses. Em seguida, pare de dar o suplemento.

TRATAMENTO FITOTERÁPICO

O chá de camomila é sabidamente relaxante. Dê ao seu filho uma dose na hora de dormir, conforme necessário.

O bupleuro é uma fórmula fitoterápica chinesa que relaxa o sistema nervoso e pode ajudar a aliviar o estresse. Dê ao seu filho uma dose diária durante um mês, seguida de aveia brava durante um mês.
Observação: O bupleuro não deve ser dado a crianças com febre ou qualquer outro sinal de infecção aguda.

A escutelária é relaxante e acalma a mente. Dê ao seu filho uma dose, três vezes por semana, durante três meses.

Observação: Essa erva não deve ser dada a crianças com menos de seis anos.
A aveia brava acalma o sistema nervoso. Dê ao seu filho uma dose diária durante um mês.
Certas essências botânicas podem acalmar a criança hiperativa. Misture uma gota de óleo de alecrim, sálvia, lavanda e camomila em 1/8 de xícara de azeite de oliva e use esse óleo aromático para esfregar os pés e coluna do seu filho na hora de dormir. Os índios norte-americanos usavam, tradicionalmente, o alecrim e a sálvia para relaxar a mente.

HOMEOPATIA

É melhor consultar um homeopata para determinar um remédio constitucional para a criança hiperativa. Contudo, os remédios a seguir ajudarão a aliviar os sintomas. Independente do remédio que escolher, a menos que indicado de outra forma, tente dar ao seu filho uma dose, três vezes ao dia, durante cinco dias. Faça isso mês sim, mês não, durante seis meses.

Para a criança magra, excitada, ansiosa e sempre apressada, useArgentum nitricum 9ch. Essa criança adora doce, que afeta seu comportamento de forma adversa. Pode ser suscetível e ter conjuntivite e amigdalite. Essa criança tem medo de multidão e não gosta de ir a lugares públicos, inclusive à escola. Prefere ficar ao ar-livre.

Calcarea phosphorica 9ch é benéfico para a criança endiabrada, geralmente do sexo masculino, inquieta, tímida e medrosa, mas que adora correr riscos e fazer traquinagens. Essa criança tende a ter gases abdominais, tem um abdome levemente proeminente e poder ter amígdalas aumentadas.

Se seu filho inquieto acalma-se tão logo é chamado à atenção, dê-lheChamomilla 9ch. Esse tipo de criança pode se tornar tão hiperativa que ficará exausta e começará a chorar.
Observação: Não dê ao seu filho Chamomilla da homeopatia e chá de camomila ao mesmo tempo. Um anulará o outro. Para atingir o efeito calmante da camomila, escolha uma forma ou outra.

Kali bromatum 9ch para a criança irrequieta que está constantemente fazendo algo com as mãos - jogando bola, brincando de bola de gude, de aviãozinho. Se não tiver nenhum brinquedo na mão, essa criança estala os dedos. As mãos da criança que toma Kali bromatum nunca estão sossegadas.

Lycopodium 9ch para a criança que está mais cansada, mais inquieta e irritada entre 4:00 e 8:00 da noite. Cansada ou não, essa criança não quer sentar-se à mesa do jantar, mas quer comer. Essa criança aparenta mais idade e tem geralmente uma inteligência acima da média.
Uma dose de Medorrhinum 1M ajudará a criança irritada, agitada e apressada. Essa criança pode ter tido assadura quando bebê e, posteriormente, erupções cutâneas e asma.
Stramonium 30d é para a criança com séria hiperatividade e possível agitação violenta. Sua voz é alta e sua fala é rápida, possivelmente incoerente.

RECOMENDAÇÕES GERAIS

Elimine conservantes e açúcar da dieta do sei filho. É o mais importante e primordial a fazer pela criança hiperativa. Para melhorar ainda mais, siga todas as recomendações sob Diretrizes Alimentares.
Dê ao seu filho um suplemento líquido de cálcio e magnésio.
Dê ao seu filho a erva chinesa bupleuro.
Escolha um remédio homeopático específico para o sintoma do seu filho. Se não estiver satisfeito com os resultados, consulte um homeopata para descobrir um remédio constitucional.

Busque terapia e experimente modificação comportamental. Essas disciplinas ajudam a criança a entender o problema contra o qual está lutando, a estabelecer metas e padrões e reconhecer e avaliar seu comportamento. Podem ser de grande valia. Esses programas ensinam controles internos que podem ser usados em várias situações. Seu filho aprenderá a oferecer recompensas pelos seus feitos e aprenderá a partir dos seus erros. Coopere com seu médico ou terapeuta para desenvolver programas de modificação comportamental. É importante que o programa seja claro, facilmente entendido e facilmente executado por todos que dele participam - pela criança bem como pelos adultos. É essencial que essas intervenções sejam realizadas com cautela e boa vontade, em um ambiente calmo e carinhoso. A criança deve participar com disposição. Certifique-se de que os dois tenham entendido que esses programas objetivam ajudar e não punir.

Desenvolva uma rotina estável em casa. Para diminuir a confusão e a quantidade de estímulos diários, defina horários específicos para comer e dormir.
Experimente atribuir uma tarefa pequena e rápida e insista delicadamente para que seja concluída. Em seguida, não deixe de agradecer e elogiar seu filho quando a tarefa tiver sido concluída.

Faça com que a criança participe de projetos que ela goste para ajudá-la a concentrar-se. Aprender a concentrar-se alterará sua resposta ao mundo, gradativamente. Lembre-se sempre de que, além de ter um desequilíbrio do sistema nervoso que transforma em tortura o simples ato de permanecer sentado, a criança hiperativa e inteligente entedia-se facilmente. Coopere com seu filho para ajudá-lo a realmente concluir um projeto. Concluir um projeto oferecerá uma ideia de competência e maior auto-estima. O domínio e conclusão de uma tarefa requer elogio.

Busque terapia para você e seu cônjuge. Para ajudar a diminuir os sentimentos de frustração e isolamento, os pais da criança hiperativa precisam de informação e apoio. Busque auxílio; certamente encontrará. Você aprenderá a apoiar seu filho e a ficar calmo e próximo, mesmo quando a situação parecer fora de controle. Você também aprenderá que é importante que os pais tirem férias sem se sentirem estressados ou culpados por deixarem uma criança "difícil" com outras pessoas competentes.

Nunca é demais enfatizar a necessidade dos pais terem uma folga. Tire uma tarde, uma noite ou um fim de semana. Entre em contato com uma pessoa que possa tomar conta do seu filho. Ligue para seus pais e amigos.
Se você não fizer isso para o seu próprio bem, faça por seu filho. Provavelmente você voltará se sentindo renovado, mais calmo e carinhoso.

PREVENÇÃO

Durante a gestação, mantenha a exposição a chumbo ambiental ao mínimo possível e elimine álcool. Os dois tem sido relacionados à hiperatividade.
Não deixe que seu filho se exponha ao chumbo. As fontes mais comuns de exposição ao chumbo são tinta à base de chumbo, água potável e cerâmica mal esmaltada.

ALGUNS FATOS SOBRE A HIPERATIVIDADE

Embora muitos pais de crianças enérgicas perguntem aos médicos sobre a hiperatividade, ela não é problema comum. De acordo com um artigo publicado no British Journal of Psychiatry, apenas 3% das crianças são realmente diagnosticadas com a desordem do déficit de atenção.
A hiperatividade é dez vezes mais comum nos meninos do que nas meninas.
A causa ou causas exatas da hiperatividade são desconhecidas. A comunidade médica teoriza que a desordem pode ser resultado de fatores genéticos; desequilíbrio químico; lesão ou doença na hora do parto ou depois do parto; ou um defeito no cérebro ou sistema nervoso central, resultando no mau funcionamento do mecanismo responsável pelo controle das capacidades de atenção e filtragem de estímulos externos.
Metade das crianças hiperativas têm menos problemas comportamentais quando seguem uma dieta livre de substâncias como flavorizantes, corantes, conservantes, glutamato monossódico, cafeína, açúcar e chocolate.

Fonte: www.saudeinformacoes.com.br/bebe_hiperatividade.asp

Estímulos cerebrais na dose certa

Autora: Simaia Sampaio

“Como uma floresta, o cérebro está ativo algumas vezes, quieto outras, mas sempre cheio de vida. Semelhante à selva o cérebro tem regiões distintas para lidar com várias funções mentais, tais como pensar, sexualidade memória, emoções respiração e criatividade. Ambos, as plantas e animais e a rede de neurônios funcionam tanto de forma competitiva como cooperativa, respondendo aos desafios do ambiente. A lei da selva como a do cérebro é a sobrevivência.”

Gerald Edelman

Sempre tivemos uma certa curiosidade em saber como funciona “nossa cachola” mais precisamente ele, o cérebro, que é o responsável por todas as ações voluntárias tais como: falar, mexer os dedos, correr; bem como pelas ações involuntárias como a respiração, por exemplo.

Ao olharmos uma pessoa, não nos damos conta de quão importante é esta empresa cujos trabalhadores são as células nervosas que processam as informações, para que o cérebro trabalhe direitinho. Não podemos nos tornar Psicopedagogos sem ter uma noção básica sobre o cérebro já que, certamente, iremos nos deparar com situações que exigirão certo conhecimento.

Para que o cérebro desenvolva todo seu potencial é preciso que seja estimulado. Nos primeiros anos de vida esta estimulação garante o desenvolvimento das fibras nervosas capazes de ativar o cérebro e dotá-lo de habilidades.

O que pretendemos mostrar neste trabalho é a importância da estimulação na dose certa, de forma direcionada e responsável, sem os excessos a que estão expostas as crianças nos dias de hoje.

Este órgão, parecido com uma noz gigante, controla todo o nosso corpo, e é por isso que devemos dar uma atenção especial a ele, mesmo antes do nascimento, pois, existem doenças que são diagnosticadas e tratadas mesmo na vida intra-uterina como é o caso da hidrocefalia, do contrário, doenças poderão comprometer seriamente a aprendizagem do indivíduo.

Um bebê recém-nascido possui mais ou menos um quarto da massa cerebral de uma pessoa adulta. Ele já possui quase todos os neurônios que usará para o resto da vida, afinal, os neurônios, assim como nós, também crescem.

É por isso que os estímulos são importantes, porém, se forem direcionados e intencionais. Um móbile musical no berço, por exemplo, tem como objetivo desenvolver a percepção visual e auditiva do bebê. Estudos mostram que o bebê ainda no ventre da mãe já reage ao ouvir uma música e esta deve ser preferencialmente lenta tendo a intenção de deixa-lo tranqüilo. Um bebê necessita de estímulos que o ajudarão a ter um desenvolvimento normal e sadio. É importante que as pessoas conversem com o bebê, sorriam, brinquem com cores e formas diversas, o deixem explorar o ambiente ao engatinhar tirando objetos perigosos do seu alcance.

O cérebro responde bem a estímulos desde que somos criança e é na infância o período que ele funciona melhor, pois, está a pleno vapor. Aos dois anos o cérebro está em uma importante fase de evolução, portanto, é hora de falar bastante com o bebê para enriquecer seu vocabulário, já que, segundo Piaget, é nesta fase que ele começa a traduzir o pensamento em frases e a misturar as palavras segundo um processo mental lógico. Nunca é tarde para aprendermos coisas novas, porém a melhor fase para uma pessoa aprender uma segunda língua, por exemplo, é até os dez anos de idade possuindo grande chance de que o idioma seja falado sem sotaque.

O quadro abaixo mostra a idade ideal para que a criança inicie novas aprendizagens, não significando, contudo, que se ultrapassada esta fase a criança ou o adulto não terá mais condições de aprender; ela poderá aprender sim, porém, seu esforço será maior.

Períodos cruciais da infância:

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Até algum tempo atrás os neurocientistas acreditavam que, completado o seu desenvolvimento, o cérebro não mudava mais, particularmente em relação aos neurônios; que os neurônios não se reproduziam mais, nem sofriam mudanças nas estruturas de conexão com outros neurônios. Acreditavam ainda, que as vítimas de derrame ou tumores não recuperavam as funções das partes lesionadas do cérebro. Entretanto hoje já se sabe que não é bem assim. A neuroanatomista americana Drª Marian Diamond realizou experiências com ratos capazes de demonstrar que aqueles que foram criados em um ambiente enriquecedor, com estímulos como brinquedos, bolas, rodas, escadinhas e rampas desenvolviam um córtex cerebral mais espesso do que aqueles criados em um ambiente mais limitado, ou seja, sem brinquedos ou isolados. O aumento da espessura do córtex era devido ao aumento de ramificação de dendritos e das interconexões com outras células (sinapses).

Segundo pesquisas recentes, o crescimento de outros neurônios também aparece no hipocampo (região cerebral ligada à memória e à aprendizagem). Conclui-se, portanto que em ambientes enriquecedores há maior crescimento de dendritos, aumentando o número de sinapses e melhorando a aprendizagem.

http://www.epub.org.br/cm/n11/mente/eisntein/rats-p.html

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Neurônios “exercitados” possuem um número muito maior de ramificações (dendritos) se comunicando com outros neurônios. A sinapse pode ocorrer de várias formas: dendrito com axônio, axônio com axônio, axônio com corpo celular.

A sinapse é uma microscópica fenda altamente especializada da comunicação entre células nervosas, que transmitem impulsos ao longo de sus fibras. A membrana pré-sináptica da célula libera neurotransmissores que levam o impulso de energia-informação. Ao cair na fenda que é o espaço comum às duas células, as moléculas provocam a excitação da membrana da célula em contato sináptico com ela, onde portões se abrem para haver a troca de cargas elétricas positivas e negativas. Uma única célula pode mandar, através de sinapses, impulsos para até mais de 10 mil outras células, simultaneamente.

http://www.corpohumano.hpg.ig.com.br/sist_nervoso/cerebro/cerebro.html

Os estímulos apropriados nos primeiros anos de vida são de extrema importância. As experiências da infância irão determinar se uma criança será um adulto mais inteligente ou menos inteligente, se será medroso ou não etc. O ambiente pode influenciar na maneira como o cérebro será ativado para funções como matemática, linguagem, música. Se o cérebro não receber estímulos apropriados durante este período, será muito difícil se reativar por si mesmo, embora não impossível.

Deve-se ter cuidado pra os excessos, tudo deve ser na medida certa. Um clima positivo, sem ameaças possui grande poder de aprendizagem. Quando as emoções são bloqueadas podem causar stress, doença ou depressão. Somos mais seres emocionais do que cognitivos, segundo Eric Jensen, escritor e conferencista internacional.

Pessoas que praticam algum exercício mental como pintar, tocar instrumento, ensinar, fazer palavras cruzadas dentre outros, demoram mais para se esquecerem das coisas, principalmente, quando chegam na terceira idade. A doença de Alzheimer, por exemplo, aparece em cerca de 20% da população com mais de 80 anos, caracterizando-se por inúmeras alterações patológicas dos neurônios e pela morte maciça de células provocando a perda de memória e outras deteriorações do comportamento e da personalidade. Este quadro pode ser amenizado ou evitado quando o indivíduo é submetido a atividades que exijam o constante exercício da memória.

As emoções e o equilíbrio psicológico também dependem de exercícios cerebrais. O sistema límbico é o principal centro ativado para estas funções. Esta usina das emoções funciona bem ou mal de acordo com o combustível que recebe. Um elogio a uma criança que acertou o problema de matemática, por exemplo, estimula e fortalece as conexões do sistema límbico.

As atitudes futuras da criança dependem muito da qualidade que envolve razão e emoção. Um abraço e palavras de estímulo à criança que caiu da escada podem fazer a diferença, ajudando-a a controlar suas emoções e futuramente saber sair-se bem de situações difíceis.

Há casos em que a deterioração parcial do desenvolvimento da linguagem está associada, em certos casos, com a perda temporária de audição devido a infecções na infância, como é o caso da otite, justamente no período em que está se iniciando o processo de descoberta da linguagem. Isto prejudica, sobremaneira, o curso normal do desenvolvimento implicando em dificuldades na aprendizagem.

A audição é apenas um dos diversos sentidos de comunicação com o mundo. Podemos perceber o mundo através de outros canais como a visão, olfato, gustação, tato.

Estes sentidos são fornecidos através de alguns de nossos órgãos que possuem células especializadas convertendo as mensagens de luz, som, imagens, cheiro, sabor, dor, em códigos compreensíveis para o cérebro, ou sinais elétricos que são registrados pelo cérebro e através de suas células mandam respostas de volta ao ambiente.

A interação destas mensagens e respostas irá determinar nossa sobrevivência, experiências e evolução do mundo, permitindo percebermos o perigo, ou ter idéias extraordinárias como algumas que marcaram a nossa história, como a ida do homem à lua, a criação do avião ou a construção de genes humanos.

A diversidade cultural do ambiente provoca mudanças no cérebro. Novos ramos de células interconectados são adicionados e ampliados em resposta à experiência e à aprendizagem. O comportamento humano também e remodelado, para que o ser possa adaptar-se ao novo.

Assim, após breve estudo a respeito do sistema nervoso, podemos concluir que devemos propiciar à criança um ambiente sensorialmente enriquecedor, causando, assim, um impacto cognitivo significativo sobre a criança, seja ela ainda bebê ou mais crescida. Por isso é tão importante que a educação seja ministrada em um ambiente saudável recheado de cores, músicas, exercícios corporais e mentais, dramatizações, jogos e isto vale também para um consultório psicopedagógico onde a criança, certamente, sentir-se-á bem. Este ambiente positivo será um estímulo para uma aprendizagem mais significativa.

Bibliografia

MACHADO, Ângelo. Neuroanatomia Funcional. 2ª edição, Atheneu, São Paulo-SP, 1987.

GANONG,Willian F. Fisiologia Médica. 5ª edição, Atheneu, São Paulo-SP, 1989.

Fonte: www.psicopedagogiabrasil.com.br

sábado, 2 de junho de 2012

Atividades lúdicas estimulam o cérebro

Atividades lúdicas estimulam o cérebro a aprender por tentativa e erro e a lidar com os futuros estresses da vida adulta.

Por: Gonçalo Vianahiperatividade embalagens

A maioria das crianças se assemelha àquele coelhinho que bate tambor no comercial da pilha que “duuura”: parecem ter uma energia sem fim, que usam para fazer coisas aparentemente sem muito sentido. Por que passar tanto tempo correndo, pulando uns sobre os outros, ou brincando de morto-vivo ou batatinha-frita? Parecem brincadeiras bobas que servem apenas para divertir as crianças e fazê-las correr. Mas esses jogos fazem muito mais: oferecem um enorme playground para o cérebro aprender por tentativa e erro e ainda são um grande treinamento social para os futuros estresses da vida adulta.

Considere, por exemplo, as brincadeiras tradicionais da infância. Estas são um excelente exercício para o córtex pré-frontal em formação, aquela parte do cérebro que organiza nossas ações, faz planos, elabora estratégias e, sobretudo, diz “não” às respostas impulsivas do cérebro. Crianças pequenas ainda não fazem nada disso muito bem, com seu pré-frontal imaturo, de modo que qualquer “aula” de organização é bem-vinda, a começar pelo bê-á-bá: escolher a resposta certa para cada estímulo. Brincando de lenço atrás, o cérebro aprende que deve responder a um objeto atrás das costas fazendo a criança correr atrás da outra. Enquanto aprende, o cérebro de quebra se diverte com seus erros, o que garante muitas horas de brincadeira – e aprendizado.

Se escolher a resposta certa é importante, não responder quando não se deve também é fundamental, mas já exige um nível de elaboração maior do pré-frontal. Aos 3 anos, meu filho brincava de morto-vivo sem o menor problema, mas o cérebro dele ainda apanhava nas brincadeiras de “nível 2”, que exigem que não se faça alguma coisa ao ouvir um comando. No esconde-esconde, bastava perguntar “Cadê você?” que ele se entregava, lá do seu esconderijo: “Tô aqui!”. Com tempo, prática e muita brincadeira, o córtex pré frontal vai aprendendo que às vezes a ação correta é a não ação.

O passo seguinte é elaborar estratégias que juntam ação e não ação. Quando morto-vivo e batatinha-frita se tornam triviais, brincadeiras como pique-bandeira e depois os esportes organizados dão ao cérebro o desafio de monitorar várias pessoas ao mesmo tempo, decidir quando é o momento de correr e, ainda, driblar o adversário.

O prazer e motivação das brincadeiras da infância vêm da ativação nas alturas do sistema de recompensa, que premia o cérebro que faz algo que dá certo, e assim faz qualquer coisa parecer interessante. Daí vem o “modo de auto-entretenimento” talvez universal em filhotes, capazes de passar horas em seu próprio mundo. Pois é: filhotes de ratos brincam; filhotes de elefante rolam na lama; cachorrinhos e filhotes de leão se amontoam, mordendo-se na nuca ou nas orelhas, em brigas de mentira.

Além de aprender na prática a controlar a si mesmo, o cérebro de quem brinca aprende formas mais saudáveis de regular suas respostas ao estresse. Ratinhos criados em isolamento ou com irmãos sedados demais para brincar tornam-se adultos ansiosos e estressados: em situações ameaçadoras, os animais que não brincaram na infância são mais dados a arroubos de agressividade ou, ao contrário, a se esconder. O mesmo acontece com primatas, entre eles os humanos. A brincadeira bruta expõe os filhotes a pequenos estresses, com os quais eles vão aprendendo a lidar desde cedo. Assim quem sabe um dia eles possam considerar seus problemas adultos “brincadeira de criança”...

Fonte: Mente e Cérebro

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